quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Lobão - Inconsequente ou deficiente de atenção?
Nos anos da década de 1980, acompanhei a carreira do cantor Lobão, aliás o tinha como um grande roqueiro, fui em seus shows, comecei a tocar violão e tirava suas músicas, mas desde aquela época (belle èpoque), o artista aqui citado tinha lá seus problemas de declarações e ações que sempre deixavam uma ponta de dúvida sobre sua personalidade mesmo nos seus mais fervorosos fãs. Com o passar dos anos os altos e baixos do cantor foram se acentuando, mas nem sempre com coerência no que dizia, no caso das numerações de discos que causou discussão nos anos da década de 1990, juntou um grupo de artistas para pressionarem as grandes majors (gravadoras) a numerarem os discos que eram colocados à venda, mas não se sabe bem o porque que muitos desses companheiros de luta do cantor abandonaram o barco, isto é, não deixaram bem claro os motivos aos quais estavam se retirando da luta. Algum tempo se passou e nesses dias atuais o músico novamente se coloca na linha de frente de uma polêmica, se colocando contra o o grupo que governa o Brasil, das muitas declarações de Lobão estão as de que o país deve novamente passar por um processo de impeachement, pois, isto já aconteceu no ano de 1992 com a cassação do ex-presidente Fernando Collor de Mello, agora esse processo seria contra a presidente ou presidenta (como quer o PT) Dilma Rousseff, mas com essa discussão e as chamadas ao movimento de cassação da presidente Dilma, levantaram-se também os movimentos militares que querem de volta o poder perdido em 1985 (quando foi eleito Tancredo Neves no colégio eleitoral em Brasília, este não assumiu a presidência, pois faleceu antes, assumindo em seu lugar José Sarney), entretanto a misturada desses novos movimentos de direita (ou como querem:"de oposição") o cantor não deixa claro qual é o seu objetivo ou realmente o que apóia se colocando ao lado de ideologias que outrora usaram de atos escusos ou violentos e antidemocráticos como instrumento de governo. Em uma democracia todos podem se colocar contra o que quiser desde que não prejudique o próximo, que não é o que acontece com todos esses movimento atuais que pedem impeachement, eis a questão!
Fernandes.
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