O Festival de cinema de gramado completou 48 anos em 2020, a edição deste ano foi virtual. Foram selecionadas 47 obras para a mostra - 14 longas (7 brasileiros e 7 estrangeiros), 14 curtas brasileiros e 19 produções da mostra gaúcha.
Os homenageados este ano foram o ator Marco Nanini e a cineasta brasileira Laís Bodanski.
É a arte gerando empregos, fortalecendo a economia, além da própria cultura.
O longa pernambucano “King Kong en Asunción”, de Camilo Cavalcante, conquistou quatro Kikitos, entre eles o de Melhor Filme do 48º Festival de Cinema de Gramado. Andrade Júnior, o protagonista que infelizmente não chegou a ver a obra concluída porque faleceu em maio de 2019, foi reconhecido como Melhor Ator pela brilhante atuação do matador de aluguel que depois de cometer o último assassinato na região desértica de Salar de Uyuni se esconde no interior da Bolívia e em seguida decide ir atrás da filha que nunca conheceu. A produção passou por três países e contou com profissionais de cinco. “Estou muito muito surpreso. Eu acho que cinema e arte não são corrida de cavalo, que tem o melhor ou o pior. Todos os filmes que foram apresentados tem o seu valor. Sem a arte a gente não tem sobrevive ao peso da vida. Seguimos com a vontade de construir um país e uma América Latina mais igual, mais justa e mais afetuosa… A gente está vivendo um momento surreal, de violência e de falta de tolerância do ser humano”, comenta o diretor Camilo, emocionado. O filme leva o Kikito ainda na categoria Melhor Trilha Musical, prêmio para Shaman Herrera, que divide a estatueta com Salloma Salomão, de “Todos os Mortos”, e Melhor Filme eleito pelo júri popular
