sexta-feira, 29 de maio de 2015

Editorial

Educação, Cultura e Desenvolvimento

A cultura sempre foi companheira inseparável do desenvolvimento de qualquer povo, pois, juntamente com ela vem a postura crítica e combativa da exploração e da espoliação contidas nas sociedades em desenvolvimento ou emergentes, na maioria dessas nações o primeiro prejudicado é a educação. Os investimentos nesse campo nesses países é sempre menor do que realmente é necessário, pois, é fato histórico a questão do lucro das elites econômicas que enriquecem cada vez mais com a ignorância e a desinformação, assim essa mesma elite trabalha nos bastidores da política para que não exista melhoria educacional nesses países, pois, se o contrário acontecesse geraria um complexo de informações que elevaria o nível crítico da população que passaria a melhor cobrar seus direitos e selecionar de forma mais crítica os políticos e administradores da nação, tornando assim mais difícil a exploração desses povos.
No caso do Brasil a luta contra a cultura e a educação iniciou juntamente com a colonização ( que aliás fomos colônia de exploração, onde aventureiros buscavam enriquecer rapidamente e voltar para seus países, pois não viam o Brasil como sua terra, não buscavam transformar essa em uma nação), quer dizer, o negócio era apenas retirar a riqueza e ir embora. Assim, não houve entre outros a preocupação com o desenvolvimento, pois, os que vieram da Europa para serem os donos de terras e administrarem a colônia não se sentiam brasileiros, não pertenciam a essa parte do mundo atrasada e longínqua, sonhavam um dia voltar à terra natal, ricos e bem sucedidos. Isto forma o "pensamento" da maioria dos brasileiros, mesmo hoje em dia muitos ainda pensam dessa assim, principalmente a elite econômica.
O resultado disso tudo é que no geral nos dias de hoje se tem desprezo por tudo que é público no Brasil (educação, saúde, cultura, etc.), essa é uma das razões do abandono em que vemos quase todo nosso patrimônio estatal. O caos e a depredação são constantes não apenas por parte de quem deveria cuidar (porque é pago para isso, um exemplo são estátuas que representam grandes figuras do passado situadas na praça da República no centro da cidade de São Paulo), ou a própria população que deveria zelar pelo próprio ambiente onde vive, trabalha e estuda, (como exemplo há o lixo jogado no páteo das escolas públicas após os intervalos das aulas, ou o lixo jogado pelas janelas dos ônibus),
Sendo assim é certo dizer que ainda não desenvolvemos ainda completamente nossa própria identidade de brasileiros, copiamos desde o início (e continuamos) as culturas europeias (Inglaterra, França) e estadunidense, isso fortaleceu a noção de que não nos sentimos brasileiros e desprezamos o que chamamos de público ( a escola, o muro do hospital, as carteiras escolares, as calçadas, ruas, entre outros), então podemos destruir isso tudo, pois não é nosso, é deste país e um dia vamos deixá-lo e vamos embora daqui, rumo a um país de "primeiro mundo". Fortaleceu-se com isso também a ideia de que "tudo o que vêm de fora é melhor", mesmo que seja pior,
Existem as noções de classe, que fazem com que não se tenham grandes investimentos principalmente em educação e cultura, pois, essas mesmas classes abastadas defendem (embora pareça o contrário) que um povo desinformado é um povo obediente e com certeza com isso se lucra muito mais e as grandes redes de comunicação fortalecem essa desinformação, pois, fazem parte dessa mesma elite econômica.