O ano de 2016 para a cultura não foi dos melhores, pois, com a crise financeira das esferas federal, estadual e municipal dos governos, fez com que fossem retirados muitos recursos financeiros para o investimento na área artística e isso fez com que a cultura do país inteiro entrasse em uma espiral de recuo em relação ao número de apresentações e disponibilidade ao público, isso em todas as modalidades, tanto na música, artes cênicas, mostras culturais, entre outras.
Em se tratando de mídia a música mais tocada, segundo pesquisas (que ficamos sabendo apenas depois de terminadas), foi a sertaneja com 75% de participação do tempo de execução nas emissoras. Isso quer dizer que não existe a tal democracia tão falada pela própria mídia, pois, sabemos que quem manda é o poder financeiro, principalmente em países subdesenvolvidos, como é o caso do Brasil. E ainda para piorar a falta de equilíbrio e oportunidades para os artistas que não fazem parte dos grandes grupos ou das classes menos abastadas, temos o jabá que ao invés de ser combatido depois de criminalizado pela Câmara Federal em meados dos anos da década de 2000, ao contrário tem crescido sua prática pelas grandes emissoras de rádio e televisão.
Mas apesar dos pesares e fora das pesquisas oficiais uma parte considerável da cultura brasileira (não aquela da grande mídia) obteve um pequeno crescimento em 2016, alguns estados, segundo o Playax, empresa virtual que faz a contagem de músicas tocadas em emissoras de rádio, sites de vídeo e venda de música e disponibilidade de audição de fonogramas no Brasil.
Sendo assim, há uma pequena esperança de que nem tudo está perdido em termos de cultura nacional brasileira, ou pelo menos em se tratando de diversidade ou de difusão de todos os estilos e campos da cultura do Brasil.
Esperamos que em 2017, exista mais equilíbrio para divulgação de toda a cultura nacional, que não seja para apenas àqueles que pagam, mas para todos os que criam, e que o famigerado jabá não seja lei universal, ou que pelo menos diminua o mínimo possível.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
MPB na zona norte de São Paulo
Em meio aos estilos musicais midiáticos, um dos bares da zona norte de São Paulo arrisca ter MPB aos domingos. Há muitos anos saía-se à noite na cidade de São Paulo e em cada esquina praticamente tinha uma casa noturna ou bar que apresentava-se músicos que tocavam MPB, hoje dificilmente encontra-se nesta mesma capital um bar que toque esse estilo, principalmente na zona norte da cidade. é em meio essa "crise" musical que o bar Boteco Mandaqui II aposta no antigo estilo.
Assinar:
Comentários (Atom)
