Poeta paranaense, nascido na cidade de Curitiba em 1944, faleceu em 1989, mas deixou ao mundo das letras e das artes muita coisa escrita desde os 8 anos de idade.
Impactado nos anos da década de 1960 pelos valores contraculturais. Tinha como traço marcante de sua personalidade o prazer pela polêmica. Era um indivíduo provocador que motivava a críticas frequentes.
Em 1968, Leminski conheceu Alice Ruiz, também poeta com quem teve 3 filhos; Miguel, Área e Estrela e um convívio de aproximadamente 20 anos.
Paulo parece ter curtido saborosamente os aspectos sadiamente irresponsáveis de sua época e sua geração, abandonou o curso de Direito e o de Letras, morou em comunidades e sobreviveu como professor de redação e cursinhos de Curitiba.
O poeta se especializou em História da colonização holandesa no Brasil para escrever Catatau, que publicou em 1975.
Em meados dos anos da década de 1970 já não era professor, pois tinha começado a trabalhar em agências de publicidade. Ao mesmo tempo colaborava e editava diversas revistas de poesia experimentais e independentes.
Inicia na composição de canções para a MPB em contato com Gilberto Gil, Caetano veloso, Tom Zé e Moraes Moreira, além do cineasta Glauber Rocha e do escritor e compositor Jorge Mautner.
A partir de 1977, concentra-se em suas atividades jornalísticas e publicitárias. Os problemas de saúde de seu filho mais velho Miguel, exigem que ele e Alice aumentem a renda familiar. A morte desse filho, em 1979, de leucemia, foi muito sentida pelo casal e parece ter contribuído para que o poeta tenha voltado a beber no ano seguinte.
Através da MPB, finalmente em 1983 o mercado editorial abre-lhe as portas, pela editora Brasiliense, e no mesmo ano publica três livros: Cruz e Souza - O negro branco, Bashô - A lágrima do peixe e Caprichos e Relaxos, que teve uma vendagem extraordinária, esgotando seguidas edições e sendo inclusive reeditado, sob licença em 1988, pelo Círculo do Livro, uma editora de caráter mercadamente comercial.
Leminski atuou também como tradutor nas obras - Pergunte ao Pó, de John Fante (1984), Sol e Aço, de Yukio Mishima (1985), O Supermacho, de Alfred Jerry (1985), Giacomo Joyce, de James Joyce (1985) e Satiricon (1985).
Em 1984, Paulo Leminski lança o seu segundo romance: Agora é Que São Elas.
Ainda em 1984, é lançado o seu terceiro ensaio-biografia "Jesus a.C"
Em 1985, lança em parceria com Alice Ruiz, o livro de poemas Haitropikais. No ano seguinte é publicada a tradução de Malone Morre, de Samuel Beckett.
Distraídos Venceremos, último livro de poemas de Leminski publicado em vida, é lançado em 1987, Também neste ano separa-se de Alice Ruiz.
Muda-se para São Paulo em 1989.
Nossa Linguagem, ensaio sobre a linguagem curitibana, publicado na revista Leite Quente revista voltada aos aspectos culturais do Paraná, acabou se tornando a última publicação do autor em vida.
Paulo Leminski morre em 07 de junho de 1989.
La Vie en Close vem à público em 1991, Uma Carta Uma Brasa Através: Cartas a Régis Bonvicino é lançado em 1992 pela editora Iluminuras de São Paulo.
Paulo leminski foi e é um dos maiores poetas do mundo, além de compositor, o filho do Paraná, juntamente com outros grandes ajudou a elevar e levar pelo mundo a arte e a poesia da nossa lingua.
FM
2018
domingo, 25 de novembro de 2018
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Editorial - A resistência da Cultura
Sempre que aconteceram retrocessos na história a cultura estava lá para resistir e impedir que os avanços conquistados fossem anulados, isso em qualquer parte do mundo.
A atual onda de conservadorismo que atingiu em cheio vários países do mundo, devido às crises sucessivas do capitalismo, traz à tona preconceitos, ameaças de totalitarismos, ditaduras e enfraquecimento da cultura com a retirada de verbas da produção cultural.
Mas nem tudo está perdido, mesmo em um cenário obscuro e com tantos defensores da obscuridade e do atraso agindo em nome da tal da "moral e dos bons costumes", apoiando a caça dos que resistem à volta ao passado.
A cultura sempre resistiu aos ataques mais ferozes do conservadorismo. No Brasil na época da ditadura militar (1964 - 1985), artistas envolvidos com a resistência e a crítica ao regime totalitário daquela época representaram uma trincheira em defesa da cultura brasileira e do direito de livre expressão.
Artistas como Hélio Oiticica, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Raul Seixas, entre outros tantos, tiveram sua arte voltada ao combate da cessação dos direitos civis, políticos e sociais.
Esses artistas tiveram que sair do Brasil por pressão do governo da ditadura militar que entre outros métodos escusos usava a tortura como meio de combate às oposições do regime.
A cultura está presente e não abre mão das liberdades de expressão, mesmo que para isso tenha que transformar se novamente em arte de trincheira de de combate, uma arte engajada em defender os direitos dos atraques conservadores tão presentes nos dias atuais.
Da Servidão à Liberdade.
J.J.Rousseau.
FM
A atual onda de conservadorismo que atingiu em cheio vários países do mundo, devido às crises sucessivas do capitalismo, traz à tona preconceitos, ameaças de totalitarismos, ditaduras e enfraquecimento da cultura com a retirada de verbas da produção cultural.
Mas nem tudo está perdido, mesmo em um cenário obscuro e com tantos defensores da obscuridade e do atraso agindo em nome da tal da "moral e dos bons costumes", apoiando a caça dos que resistem à volta ao passado.
A cultura sempre resistiu aos ataques mais ferozes do conservadorismo. No Brasil na época da ditadura militar (1964 - 1985), artistas envolvidos com a resistência e a crítica ao regime totalitário daquela época representaram uma trincheira em defesa da cultura brasileira e do direito de livre expressão.
Artistas como Hélio Oiticica, Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Raul Seixas, entre outros tantos, tiveram sua arte voltada ao combate da cessação dos direitos civis, políticos e sociais.
Esses artistas tiveram que sair do Brasil por pressão do governo da ditadura militar que entre outros métodos escusos usava a tortura como meio de combate às oposições do regime.
A cultura está presente e não abre mão das liberdades de expressão, mesmo que para isso tenha que transformar se novamente em arte de trincheira de de combate, uma arte engajada em defender os direitos dos atraques conservadores tão presentes nos dias atuais.
Da Servidão à Liberdade.
J.J.Rousseau.
FM
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