domingo, 18 de dezembro de 2016

I Bregapalusa

Hoje na cidade de São Paulo terá o I Bregapalusa, evento em tributo à música que a grande mídia intitulou de brega, ou seja, os cantores das décadas dos anos de 1970, 1980 e 1990, que tinham em suas letras forte apelo emocional.
O evento a se iniciar 19H00min. terá como atrações duas bandas já com alguma estrada dentro do cenário musical brasileiro, a banda Mon Amour que entre outras coisas participou da Virada Cultural da cidade de São Paulo em 2015 e do Circuito Municipal de Cultura do mesmo ano, e da banda Zé Lima e os Brega Beats que participou da Virada Inclusiva da cidade de São Paulo em dezembro último.
Entre os artistas homenageados estarão: Odair José, Reginaldo Rossi, Amado Batista, Jane e Herondi, Ovelha, entre outros.

I Bregapalusa
Onde: Boteko Mandaqui II
Data: 18/12/2016  Domingo
Horário: 19 horas
Endereço: Av. Engenheiro Caetano Álvares, 800 - Casa Verde - São Paulo - SP.


sábado, 3 de dezembro de 2016

Vem aí o I Bregapalusa

Vem aí o I Bregapalusa, que deverá se realizar agora no mês de dezembro de 2016. O festival ainda está sendo montado e estruturado pela Casamata Discos.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Homenagem a Hector Babenco

Argentino, naturalizado brasileiro, conquistou prêmios nos principais eventos do cinema, tanto no Brasil como no exterior, seus filmes receberam indicações ao Oscar e à Palma de Ouro do Festival de Cannes, dois dos maiores prêmios internacionais da sétima arte. Hector Babenco exponha sua arte sobre temas diversos, principalmente sobre temas sociais, e não é por ser argentino que se esquivava dos problemas brasileiros, entre os filmes que realizou com esses temas estão: Lúcio Flávio – O passageiro da Agonia, Pixote – A lei do mais fraco, O beijo da Mulher Aranha e  Carandiru. O cineasta falecido em 13 de julho de 2016 é um dos maiores do mundo.


O Canal Brasil exibirá filmes de Hector Babenco nos dias 20 a 29 de julho.
Entre os filmes que serão apresentados estão:  Carandiru (2003), Agonia (1977) e O Rei da Noite (1975)


Uma boa pedida para quem está de férias!!!





sexta-feira, 10 de junho de 2016

Curitiba Zero Grau - filme paranaense

Curitiba Zero Grau é um filme paranaense dirigido por Elói Pires Ferreira.
Sobre quatro histórias que se cruzam em uma grande cidade, é uma crítica social onde quatro personagens principais (um motorista de ônibus, um motoqueiro, um catador de papel e um sócio de uma revendedora de automóveis), tendo que tomar decisões que vão paralelas à sua moral, pela sobrevivência em uma sociedade desigual e injusta. Assim o filme aponta para as fraquezas nos campos da justiça e da lei e das questões e emoções humanas.
O mundo do trabalho e das relações de vida e sobrevivência são colocados em reflexão para demonstrar os egoísmos de uma sociedade capitalista.
Essas questões aparecem a todo momento em Curitiba Zero Grau, o filme não tem final feliz como acontece nas fitas Hollywoodianas.

Ano: 2012
Elenco - Jackson Antunes, Kátia Drumond, Rodrigo Ferrarini, Camila Hubner, Diego Kozievitch, Enéas Lour e Stephanie Mattanó.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Hora e a Vez da Música Brasileira

         
Na última terça-feira (03/05), anunciamos, Ministérios da Cultura (MinC) e do Trabalho e Previdência Social (MTPS), a criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador da Cultura (FAT-Cultura), com a primeira linha de crédito de R$ 100 milhões direcionado ao setor da música. Podem acessar os recursos, através de empréstimos com taxa bem inferior às do mercado (cerca de 12,5% ao ano), as micro e pequenas empresas, associações, cooperativas e microempreendedores individuais. Parte do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), a medida foi amplamente noticiada e comemorada, causando, de imediato, duas sensações gerais: alegria e estranheza.


          Alegraram-se músicos, produtores, empresários e empreendedores, pois a novidade histórica – pela primeira vez, um setor artístico é “alçado” a benefício trabalhista desse tipo - contribui efetivamente para destravar um dos principais gargalos do setor: o acesso ao financiamento. A estranheza se deve à falta de costume: a música sempre passou despercebida pelo Estado, que nunca atuou, neste campo, de forma estruturada e coordenada, com ações voltadas à implementação de uma política pública. Por que seria agora?

A importância socioeconômica da música

             A música é, de longe e sem sombra de dúvidas, a linguagem artística com maior pregnância no tecido social brasileiro. Sua criação é rica, potente e diversificada. Sua execução é popularizada e a produção, extremamente pujante. O consumo e a fruição da música são uma constante da vida social brasileira, atitude quase automática no cotidiano dos cidadãos, que com ela se deparam em todos os veículos de comunicação (rádio, TV, Internet), espaços de convivência e lazer (analógicos e digitais) e em outras formas de expressão artística. Apenas a música incide de forma imperativa nas demais linguagens, como cinema, dramaturgia, dança, circo, games e tantas outras. A presença, amplitude territorial, capilaridade e importância social são inquestionáveis. Assim como toda a diversidade de gêneros e estilos que a caracteriza, o talento dos músicos e compositores e a riqueza estética que possui, reconhecidos internacionalmente.
            Todavia, há mais que isso. O setor musical tem demonstrado imenso potencial econômico. Assentada na força criativa, com grande volume e diversidade de produção,  significativa expansão de postos de trabalho nos últimos anos (mobilizando especialmente a juventude) e sendo largamente facilitada pela ambiência digital, a economia da música passa a ser vista como estratégica para um plano de desenvolvimento econômico contemporâneo, em uma realidade pós-industrial. Ao mesmo tempo, trata-se de área que permanece com problemas nevrálgicos, como a grande concentração – cerca de 85% do mercado físico e 80% do mercado digital estão nas mãos de poucos grupos econômicos (as mesmas majors de décadas atrás) – e o sistema viciado de veiculação paga de músicas nos canais de radiodifusão (o famigerado “jabá”), convertido, agora, na era digital, em playlists e algoritmos das redes e aplicativos.

Uma política de Estado para a economia da música

            O fato é que este quadro socioeconômico da música apenas reforça a importância de uma atuação inteligente e eficaz do Estado. A partir das alterações estruturais ocorridas nas cadeias produtivas, especialmente da música gravada, nas últimas duas décadas, em grande parte caracterizada pela desmaterialização da indústria fonográfica, emerge um ambiente em que a atuação governamental passa a ser estratégica, a partir de seus mecanismos de fomento, regulação e indução.
             Para tanto, alguns desafios se colocam. Hoje, é enorme a produção autoral nacional, com importantes vantagens comparativas em relação aos demais conteúdos culturais, mas a titularidade das obras está concentrada em empresas estrangeiras, gerando significativa evasão de receitas. A taxa de informalidade dos empreendimentos musicais brasileiros é alta, o que propicia a precarização das questões trabalhistas e previdenciárias. A circulação de espetáculos e serviços é frágil e insuficiente, bem como a dinâmica de sustentabilidade das feiras e festivais. Com isso, há baixa integração de infraestruturas e conexão de circuitos locais e regionais. Existe, ainda, baixa diversificação das formas de financiamento e receita utilizadas pelos agentes econômicos do setor, o que ensejou, inclusive, a implementação da linha de crédito anunciada com o Ministério do Trabalho. 
             Tudo isso faz parte de um diagnóstico mais amplo do setor econômico da música, que tem orientado o Ministério da Cultura na construção de um programa consistente para a sua economia. O programa – também lançado na última terça (03/05) – é constituído de quatro sistemas complementares: financiamento; regulação; formação e pesquisa; desenvolvimento e inovação. Através deles, atenta para os estrangulamentos estruturais de todos os elos da cadeia da música (criação e produção; promoção, circulação e difusão; acesso, consumo e fruição), preocupando-se, contudo, em não permitir que as dinâmicas econômicas subjuguem o valor simbólico e estético das criações musicais. Busca a conjunção de esforços dos governos federal, estaduais e municipais. Por fim, articula suas ações considerando a complexidade das variadas cenas, cenários e circuitos que compõem o espectro musical do país. Esse programa de economia da música faz parte do esforço proposto pelo MinC, desde o ano passado, de desenvolver uma ampla Política Nacional das Artes e se relaciona, também, com a modernização da Lei de Direitos Autorais (e sua regulamentação no ambiente digital) e com a reforma da Lei Rouanet, através do Procultura.

O direito à casa própria

             A ação do Estado como executor de uma política pública para a música é nova. Porém, a conclusão sobre a sua necessidade não é. Durante mais de uma década, o setor musical tem trazido demandas concretas que refletem a importância de medidas integradas e sistêmicas, em todas as áreas, que promovam o desenvolvimento estratégico do setor. O programa de economia da música, proposto pelo MinC, é resultado tão somente da análise, processamento e conversão dessas demandas em ações de política pública, de curto, médio e longo prazo. O conteúdo do programa foi construído com vários debates, de forma aberta, dialógica e colaborativa. Participaram ativamente o Colegiado de Música do Conselho Nacional de Política Cultural, diversos especialistas e várias organizações do setor musical, com destaque para a Rede Música Brasil, coletivo de entidades de todo o país, que se rearticulou para recobrar propostas históricas do campo organizado da música feitas para o poder público.
              A conclusão a que se chega, neste processo, é a de que o campo da música, hoje, está maduro para demandar e obter do Estado ações concretas que lancem as bases para o desenvolvimento do setor, especialmente do ponto de vista econômico. As características apontadas demonstram uma área que, assim como o cinema e o audiovisual há dez anos, precisa de um programa robusto, que lhe identifique os gargalos, proponha alternativas e garanta meios para a incidência efetiva nos diversos elos da cadeia produtiva. Tais meios só serão possíveis caso o Estado prepare seu aparato institucional e administrativo para executar este vasto e complexo programa.
             É o momento de se propor, e o Ministério da Cultura tem essa convicção, uma estrutura exclusiva para a música, com recursos humanos e administrativos, especializada e apta a executar os quatro sistemas propostos nesse complexo programa. Uma instituição que possua as capacidades (sejam regulatórias e/ou de financiamento e fiscalização) necessárias para tanto. Uma espécie de agência da música. Se, como disse Gilberto Gil quando ministro, “a música brasileira é uma das maiores forças da música mundial e a maior força da economia da cultura no Brasil”, cremos que ela já tem direito à sua casa própria.
Guilherme Varella é secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura. É mestre em Direito do Estado pela USP e autor do livro “Plano Nacional de Cultura: direitos e políticas culturais no Brasil”.

domingo, 24 de abril de 2016

Telespectadores trocam Telejornais da Rede Globo pelos da TV Brasil

Há algum tempo vinha escutando as pessoas falarem sobre as qualidades da TV Brasil. Mas, telespectador ranzinza que sou, que prefere ver algo ruim para poder falar mal, resisti. Ontem, durante as manifestações populares em 26 estados do país, ouvi muita gente falando: “bota na TV Brasil!” Obedeci.
A sensação é a de que estava em um ambiente transgressor ao extremo que logo seria invadido pela Polícia Federal ou militares golpistas. Sensação de viver em outro mundo, portanto. Bons analistas, críticos, jornalismo livre e uma cobertura ampla e opinativa como há muito não se vê na TV Aberta. Conduzido por Guilherme Menezes, o âncora com quem pude dividir as ruas nos idos dos anos 80/90, em cansativos plantões de sequestros, o jornal levou para debater muita gente boa. Destaques para Tereza Cruvinel e Paulo Moreira Leite.
Links com as mais diversas capitais do país, abordagem clara e sem preconceitos partidários, áudio aberto para ouvir as vozes das ruas e nenhuma preocupação em macular a imagem do movimento. Ao contrário: dava ás 26 manifestações de capitais a importância que tiveram: mais de 800 mil pessoas nas ruas, segundo organizadores, é um universo que em planeta algum pode ser ignorado.
A TV Brasil fica no canal 18 da Net e no 166 na Sky. O jornal começa hoje às 21h30. Vale a pena ver. E sobre o prazer de falar mal da concorrência… a gente supera!
Por Fábio Lau – Conexão Jornalismo.

domingo, 20 de março de 2016

O senso comum da mídia

Na Filosofia senso comum é algo em que todos acreditam, mas que pode não ser verdadeiro. Ultimamente a grande mídia tem espalhado o senso comum ou para ganhar mais espectadores e ganhar muito dinheiro com isso, ou para fortalecer o Status Quo, que nada mais é do que a continuação das coisas como estão, ou seja, a burguesia e os grupos oligárquicos continuando no poder como sempre estiveram. Além disso um fato novo se inseriu nesse grande processo de alienação da população brasileira, a justiça entrou em campo e alguns homens da lei se inseriram no mundo do espetáculo, isso estancou as possibilidades de apuração dos fatos de corrupção que aconteceram e acontecem no Brasil. A radicalização do "nós contra eles" disseminado pela grande mídia atrasa o país e faz com que as reformas que a nação precisa não aconteçam, enraizando cada vez mais o mundo da desesperança e das desigualdades.
É preciso que criemos algo que possa limitar essas espetacularidades da grande mídia que joga cada vez mais apenas para as expectativas do lucro rápido e desenfreado, não importando que isso leve a destruição de todas as instituições do país, pois, o que importa é a ganância do ter, do giro rápido e do consumismo.
Há que se ter uma justiça que seja imparcial, que todos os fatos sejam apurados e julgados, seja de um lado seja de outro, mas para isso o mundo dos tribunais precisa estar desligado de prenoções do senso comum, precisa principalmente se colocar longe dos aplausos do espetacular mundo da grande mídia que pode no final custar muito caro para o país e quem vai pagar o pato mais uma vez são as classe mais subalternas.

sábado, 5 de março de 2016

Noam Chomsky - Manipulação da Mídia

Noam Chomsky
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1. A estratégia da distracção. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, presa a temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Tárik de Souza critica a grande mídia e principalmente as emissoras de rádio brasileiras

"O povo sabe o que quer
Mas o povo também quer o que não sabe"
Infelizmente, as sagazes palavras de nosso ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, em "Rep" (composição gravada no disco "Sol de Oslo", de 1998) andam esquecidas pela mídia principal do país. Quase só se transmite e propaga o já sabido, mastigado, clonado, copiado e colado. Andamos "mascando clichê", como cantaria o grupo paulistano Premeditando o Breque –o Premê–, em "Quase lindo", de 1983.
Desde o BRock –e lá se vão mais de três décadas– não surge um movimento de baixo para cima, revelando artistas (Cazuza, Renato Russo, Lobão, Leo Jaime), grupos (Blitz, Titãs, Paralamas, Legião, Barão, Kid Abelha, Engenheiros, Capital Inicial, Ira!, Ultraje) e tendências ou linguagens com tão ampla repercussão popular. O movimento mangue beat e suas consequências (Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre s/a, Mestre Ambrósio, Siba, Otto, Cordel do Fogo Encantado e Lira) já bateu no guichê do mercadão fechado a inovações, tal como acontecera um pouco antes com a chamada vanguarda paulista, do próprio Premê, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Grupo Rumo, Língua de Trapo, Eliete Negreiros, entre outros.
O reconhecimento desses artistas deu-se –quando aconteceu– a conta-gotas. As exceções nessa transversal do tempo se confirmam, como tal: Skank, Sepultura, Cássia Eller, Los Hermanos, Marisa Monte, Lenine, Mônica Salmaso, Chico César, Zeca Baleiro, Vanessa da Mata, Seu Jorge, Planet Hemp, Zélia Duncan, Racionais MC's, Moska, O Rappa, Ana Carolina, Carlinhos Brown. Todas à custa de muita ralação -e, em alguns casos, a concessões ao banal.
Vedar o acesso do experimentalismo à mídia principal equivale a fechar os laboratórios que impulsionam o avanço das descobertas científicas e tecnológicas. O grande público precisa entrar em contato com propostas diferentes, aptas a abrir horizontes estéticos. Abaixo o tabu redutor que confina as classes menos favorecidas economicamente ao brega acachapante!
Boa parte da sofisticação da MPB foi erigida graças a luminares proletários, como o pedreiro Cartola, o PM Nelson Cavaquinho, o sanfoneiro da zona do meretrício Luiz Gonzaga, o padeiro Jackson do Pandeiro, o peão de obra João do Vale, o motorista da limpeza urbana Geraldo Pereira, o chofer de ambulância Moreira da Silva, a táxi-girl Elizeth Cardoso, a favelada Elza Soares, o apontador do jogo do bicho Zeca Pagodinho, a filha de porteiro Doris Monteiro.
Considerado um movimento elitista, que graças à abertura dos meios de comunicação na época espalhou-se pelo país e fecundou carreiras de gente como Edu Lobo, Chico Buarque, Elis Regina, Wilson Simonal e Jorge Ben, a bossa nova partiu da fusão do samba e o jazz, promovida pelo filho de empregada doméstica Alfredo José da Silva, o Johnny Alf. Outro filho de empregada doméstica, Milton Nascimento, fincou os alicerces do requintado –e também popular, não há incompatibilidade– Clube da Esquina. Fora com os preconceitos estéticos!
É lugar comum dizer-se que a MPB parou no tempo, vive de nostalgia. "Depois deles não apareceu mais ninguém", como cantou o sarcástico Belchior. Confunde-se a proibição implícita do acesso de artistas com propostas novas a mídia principal com o crepúsculo da chamada linha evolutiva, que pode seguir diversos caminhos, quase nunca cartesianos. Há uma pujante nova geração de artistas de sintaxes variadas em febril atividade em São Paulo, por exemplo.
Gente como os rappers Criolo e Emicida, explorando novas alternativas para o gênero; o núcleo Passo Torto (Rômulo Fróes, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e mais Juçara Marçal, Thiago França) de recentes discos com Elza Soares e Ná Ozzetti (ex-Grupo Rumo), e muito mais. Cantoras e/ou autoras como as emigradas Karina Buhr, Márcia Castro, Barbara Eugênia, e as locais Tulipa Ruiz, Céu, Tiê (raro caso de sucesso pela inclusão de sua versão, "A noite", na trilha da novela global "I love Paraisópolis"), Anelis Assumpção, Mariana Aydar, Ana Cañas, Fabiana Cozza, Luciana Alves, Ligiana Costa. Cantores/autores como Thiago Pethit, Gui Amabis, Tatá Aeroplano, Dudu Tsuda, Pélico, Renato Braz, os músicos/autores Chico Pinheiro, Marcelo Jeneci, o dublê de ensaísta Zé Miguel Wisnik, o gaúcho radicado Filipe Cato. E grupos nucleares como Cidadão Instigado, Instituto, Vespas Mandarinas, Filarmônica de Pasargada, e o desmembrado 5 a Seco.
No Rio, uma cena floresce a partir do renascimento da Lapa, das Orquestras Imperial e Voadora, não apenas em torno do samba e do choro (Teresa Cristina, Roberta Sá, Moyséis Marques, Rodrigo Maranhão, Edu Krieger, Alfredo del Penho, Marcos Sacramento, Grupo Semente, João Callado, Nina Becker, Sururu na Roda e Nilze Carvalho). Desvelam searas próprias também Thiago Amud, Edu Kneip, Letuce, Armando Lobo, Antonia Adnet, Suely Mesquita e o recém chegado Julião Pinheiro, filho de Luciana Rabello e Paulo César Pinheiro.
Isso sem contar a nova leva de instrumentistas virtuoses, despidos de pompa ou circunstância, de lá e cá, como Hamilton de Holanda (e seu dançarino Baile do Almeidinha), Yamandu Costa, Luis Barcellos, Bebê Kramer, Rogério Caetano, Luiz Filipe de Lima, André Mehmari, Quarteto Maogani, Toninho Ferragutti, Kassin, Domenico Lancellotti, Arismar e Thiago Espírito Santo, Zé Paulo Becker e o Trio Madeira Brasil, incluindo violeiros como Neymar Dias, Ivan Vilela e Paulo Freire. 
Por falta de espaço, cometo injustiças e peco por omissões, até porque há cenas robustas como essas em muitas outras capitais e cidades brasileiras. A pergunta é: por que frequentam apenas a compreensível pulverização dos sites, blogs e redes sociais da internet, e estão banidos da mídia central? Até quando "o Brazil desconhecerá o Brasil", como satirizavam Aldir Blanc e Mauricio Tapajós, em "Querelas do Brasil", já em 1978?
Artigo do UOL, acesso em 06/01/2016.

domingo, 3 de janeiro de 2016

O ano da falência

2015

O ano que passou foi muito importante em termos de cultura, o mundo está em plena mudança, há quem diga que estamos em uma revolução, mas que só perceberemos isso muito tempo depois, talvez daqui uns 30 anos, a grande mídia está decadente e falida moralmente, estivemos no estado do Paraná neste final de ano e constatamos o fechamento de mais um órgão da grande mídia - o Jornal de Londrina (JL), que tinha ligações com outros veículos de grande mídia do estado. O conservadorismo a que estão afundados os grandes canais de comunicação do país está levando todos eles à ruína, A fabricação de notícias e criação de artistas e música ruim com a desculpa de que é isso que o povo quer apenas para objetivar o lucro está levando todo mundo para o mesmo lugar, ou seja, para o abismo, não conseguem dentro de ânsia por poder e dinheiro fácil a visão de que estão indo em direção a uma total descrença por parte do público. Assim caminha a grande mídia, a passos largos para o fim. Jogam a culpa da falência na crise, mas a verdadeira culpada é a descrença crescente a que estão cada vez mais expostos por suas próprias ações.