quarta-feira, 1 de julho de 2015

Mídia Lucrativa com qualidade, é possível?

Muitos intelectuais que discutem a democratização da mídia no Brasil debatem sobre a questão da informação versus lucro. De um lado a chamada grande mídia que acumula enormes quantias de capital com o comércio de informações, criação de notícias, jabá, entre outros, se defende com afirmações de que, para a sobrevivência de suas empresas é preciso obter lucros. Por outro lado alguns profissionais que atuam na educação, nas artes, na política e dentro da própria imprensa demonstram preocupações com a desinformação, o ataque à cultura e à educação pela criação de lixo cultural e a introdução de falsas ideias no imaginário popular, ou seja, a difusão de ideologias para que se mantenha o STATUS QUO, ou simplesmente manter as coisas como estão, provocando assim a deterioração da política resultando então no sucateamento das condições sociais no Brasil.
Portanto a mídia não é imparcial, muito pelo contrário, pois, usa de seu poderio para a construção ou destruição de personagens, conforme seu desejo de lucro, privilégio ou força política, sendo assim, fortalece políticos de sua criação, combate outros que não agem conforme sua vontade e pratica o velho e famigerado "jabá" ( a fabricação de notícias ou boatos, a criação de artistas e a destruição de instituições mediante propina), isto porém causa dois efeitos coordenados, 1 acumula mais capital, 2 mantem o povo com o mesmo gosto e o mesmo pensamento, com isso mantém-se a desinformação como forma de continuísmo de que tudo se mantenha na "ordem" estabelecida. A partir desses fatos se faz a pergunta:
É possível existir mídia honesta, não apenas impulsionada por interesses de mercado?