quarta-feira, 1 de julho de 2020

A Morte do CD

Na década de 1990, apareceu no Brasil o compact disc, ou cd, chamou muito a atenção, pois possuía um som digitalizado, diferentemente do LP - Long Play, que tinha um som mais analógico e um espaço de muito menor do que o cd para armazenamento de fonogramas, principalmente se este fosse usado para músicas compactadas em MP3.
Em meados da década de 1990, o CD chegou no ápice de vendas no mundo, números e cifras astronômicas eram contabilizadas pelos grandes nomes da música mundial como Madonna (U.S.A.) mais ou menos 100 milhões de cds vendidos, Michael Jackson (U.S.A.) não se tem os números exatos, mas supõe-se que tenha vendido mais ou menos 500 milhões de CDs, sem contar outros 300 milhões de LPs, Pearl Jam (U.S.A.) mais ou menos 60 milhões de cópias, Pink Floyd (U.K.) mais ou menos 100 milhões de cópias, AC/DC (AUS) mais ou menos 100 milhões de cópias, Rolling Stones (U.K.) mais ou menos 130 milhões de cópias, entre outros.
Mas tudo isso logo começaria a mudar, e muito rápido, em 1998, foi criado o NAPSTER, que trouxe ao mundo a primeira plataforma que possibilitava baixar músicas pelo computador. Isto iniciou uma grande crise no mercado mundial de vendas do compact disc e consequentemente a crise se estendeu para as chamadas "Majors" ou grandes gravadoras internacionais que gravavam, divulgavam e distribuíam Lps e CDs para o mundo inteiro.
A partir do começo dos anos da década de 2000, começam a surgir outras plataformas de dowload e streaming, ou seja, distribuição gratuita de músicas, isto fez as vendas do CD físico caírem vertiginosamente ano a ano.
Entre 2005 e 2019, por incrível que pareça os artistas que mais vendiam CDs eram os independentes, ou seja, os artistas que não tinham uma grande mídia ligada às Majors para sua divulgação e nem faziam grandes tiragens de CDs, mas vendiam o disco em shows, feiras, etc.
A partir do início da década dos anos 2000, grandes artistas ficaram sem contrato, e tiveram que centrar forças na comercialização de shows ( apenas a gravadora Universal rompeu contratos com 150 artistas de vários países em 2003).
A partir de 2011 surgem plataformas mais modernas como Spotfy e Deezer, entre outras, que trabalham com venda de música através de dowload, ou apenas audição e paga direitos ao artistas, embora muitos artistas reclamem ser muito pouco o que pagam as plataformas. Em 2005 foi criado o Youtube, trazendo uma nova maneira de consumo de música, pois trazia o audiovisual, além de ouvir, o usuário poderia também assistir aos clips musicais, isto foi uma grande inovação na época e mais um grande golpe na indústria do CD. As plataformas musicais e mais o Youtube, distribui ultimamente milhões de músicas de todos os gêneros pelo mundo e transformaram-se em fonte de rendimento para milhares de artistas.
Assim, artistas, empresários, agentes e outros profissionais da área da música praticamente decretaram a morte do CD, diante até da falta de aparelhos que leiam o conteúdo dos compact discs.
Por tudo isso, o mercado musical passou e ainda passa por profundas mudanças e os artistas buscam se adequar a tais transformações para a sobrevivência da sua arte.

Michael Jackson - Recordista da vendagem de Cds em todos os tempos com cerca de 500 milhões de cópias.

Fontes - Bilbord

Fernandes.