quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ética ou Corporativismo?

         Segundo a Filosofia, se não me engano, ética é quando qualquer ação busca o que é justo, prima pelo certo, ou seja, tudo que prejudique outrem é descartado e combatido.
         Mas nos últimos tempos, não apenas no Brasil o termo "ética" é distorcido, como quando alguém que pertence a uma classe profissional, política, etc., age de forma que prejudique outras pessoas há uma forte proteção a este alguém por parte dos que pertencem à mesma classe, isto em nome da ética. A má ação é blindada e protegida por aqueles que pertencem ao mesmo grupo que se calam diante da má ação, mas se defendem com o velho discurso de que sua ação é com base na ética profissional. Mas com base na verdadeira ética, o que houve neste caso foi o verdadeiro corporativismo, que é quando existe cooperação dentro do mesmo corpo neste caso classe), seja ele profissional, social, etc., isto é: uma corporação, logo entende-se então que seja corporativismo, não ética como muitos defendem, ou seja, parte da mídia, políticos corruptos, empresários corruptores e outros mais.
         Assim quando compactuamos com aquilo que não é legal, ou seja, que prejudique terceiros, a cultura, o povo, etc., em hipótese nenhuma estamos sendo éticos, mas sim corporativistas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PROFISSÃO - MÚSICO

Nos anos da década de 1980, conheci o mundo noturno dos músicos, quando cheguei na cidade de São Paulo, mais precisamente em 1985. Naquela época ser músico era sonhar com a fama e esperar que aparecesse um grande empresário disposto a "investir" no artista e transformá-lo em um ídolo nacional rico e famoso, por isso os músicos da época, pelo menos uma grande maioria tocava na noite, ganhava uns trocados e umas bebidas e esperava que aparecesse o tal empresário, o que em 101% dos casos ele não aparecia, mais ou menos igual ao sonho da Cinderela, assim os anos iam passando e a profissão de músico ia ficando cada vez mais desgastada e os músicos também.
Passamos pelas crises dos anos da década de de 1990 e grandes transformações iam acontecendo, não apenas na profissão, mas também nas maneiras de produzir e comercializar música.
Hoje uma parte considerável dos músicos têm o conhecimento de que este "sonho dos anos 80" (digamos assim) não passa de uma grande ilusão, atualmente o músico tem a necessidade de gerir a própria carreira, ele mesmo na maioria das vezes em que busca trabalho precisa ser o seu próprio agente, fazer sua própria divulgação e ser seu próprio produtor, pois, a profissão nos dias atuais exige um mínimo de conhecimento do mercado fonográfico, da situação cultural do país, do jabá que domina a grande mídia, buscar seu próprio espaço, visão da realidade midiática e a busca de formação do próprio público.
Procurando ser músico profissional, não se pode agir como  antigamente, ou seja chegar a um bar, plugar seu instrumento, tocar, beber, receber uns trocados e de manhã ir para casa esperando um dia aparecer na grande mídia, este filme tem um nome, é À PROCURA DE UM MILAGRE.