domingo, 24 de abril de 2016

Telespectadores trocam Telejornais da Rede Globo pelos da TV Brasil

Há algum tempo vinha escutando as pessoas falarem sobre as qualidades da TV Brasil. Mas, telespectador ranzinza que sou, que prefere ver algo ruim para poder falar mal, resisti. Ontem, durante as manifestações populares em 26 estados do país, ouvi muita gente falando: “bota na TV Brasil!” Obedeci.
A sensação é a de que estava em um ambiente transgressor ao extremo que logo seria invadido pela Polícia Federal ou militares golpistas. Sensação de viver em outro mundo, portanto. Bons analistas, críticos, jornalismo livre e uma cobertura ampla e opinativa como há muito não se vê na TV Aberta. Conduzido por Guilherme Menezes, o âncora com quem pude dividir as ruas nos idos dos anos 80/90, em cansativos plantões de sequestros, o jornal levou para debater muita gente boa. Destaques para Tereza Cruvinel e Paulo Moreira Leite.
Links com as mais diversas capitais do país, abordagem clara e sem preconceitos partidários, áudio aberto para ouvir as vozes das ruas e nenhuma preocupação em macular a imagem do movimento. Ao contrário: dava ás 26 manifestações de capitais a importância que tiveram: mais de 800 mil pessoas nas ruas, segundo organizadores, é um universo que em planeta algum pode ser ignorado.
A TV Brasil fica no canal 18 da Net e no 166 na Sky. O jornal começa hoje às 21h30. Vale a pena ver. E sobre o prazer de falar mal da concorrência… a gente supera!
Por Fábio Lau – Conexão Jornalismo.

domingo, 20 de março de 2016

O senso comum da mídia

Na Filosofia senso comum é algo em que todos acreditam, mas que pode não ser verdadeiro. Ultimamente a grande mídia tem espalhado o senso comum ou para ganhar mais espectadores e ganhar muito dinheiro com isso, ou para fortalecer o Status Quo, que nada mais é do que a continuação das coisas como estão, ou seja, a burguesia e os grupos oligárquicos continuando no poder como sempre estiveram. Além disso um fato novo se inseriu nesse grande processo de alienação da população brasileira, a justiça entrou em campo e alguns homens da lei se inseriram no mundo do espetáculo, isso estancou as possibilidades de apuração dos fatos de corrupção que aconteceram e acontecem no Brasil. A radicalização do "nós contra eles" disseminado pela grande mídia atrasa o país e faz com que as reformas que a nação precisa não aconteçam, enraizando cada vez mais o mundo da desesperança e das desigualdades.
É preciso que criemos algo que possa limitar essas espetacularidades da grande mídia que joga cada vez mais apenas para as expectativas do lucro rápido e desenfreado, não importando que isso leve a destruição de todas as instituições do país, pois, o que importa é a ganância do ter, do giro rápido e do consumismo.
Há que se ter uma justiça que seja imparcial, que todos os fatos sejam apurados e julgados, seja de um lado seja de outro, mas para isso o mundo dos tribunais precisa estar desligado de prenoções do senso comum, precisa principalmente se colocar longe dos aplausos do espetacular mundo da grande mídia que pode no final custar muito caro para o país e quem vai pagar o pato mais uma vez são as classe mais subalternas.

sábado, 5 de março de 2016

Noam Chomsky - Manipulação da Mídia

Noam Chomsky
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1. A estratégia da distracção. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, presa a temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Tárik de Souza critica a grande mídia e principalmente as emissoras de rádio brasileiras

"O povo sabe o que quer
Mas o povo também quer o que não sabe"
Infelizmente, as sagazes palavras de nosso ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, em "Rep" (composição gravada no disco "Sol de Oslo", de 1998) andam esquecidas pela mídia principal do país. Quase só se transmite e propaga o já sabido, mastigado, clonado, copiado e colado. Andamos "mascando clichê", como cantaria o grupo paulistano Premeditando o Breque –o Premê–, em "Quase lindo", de 1983.
Desde o BRock –e lá se vão mais de três décadas– não surge um movimento de baixo para cima, revelando artistas (Cazuza, Renato Russo, Lobão, Leo Jaime), grupos (Blitz, Titãs, Paralamas, Legião, Barão, Kid Abelha, Engenheiros, Capital Inicial, Ira!, Ultraje) e tendências ou linguagens com tão ampla repercussão popular. O movimento mangue beat e suas consequências (Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre s/a, Mestre Ambrósio, Siba, Otto, Cordel do Fogo Encantado e Lira) já bateu no guichê do mercadão fechado a inovações, tal como acontecera um pouco antes com a chamada vanguarda paulista, do próprio Premê, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Grupo Rumo, Língua de Trapo, Eliete Negreiros, entre outros.
O reconhecimento desses artistas deu-se –quando aconteceu– a conta-gotas. As exceções nessa transversal do tempo se confirmam, como tal: Skank, Sepultura, Cássia Eller, Los Hermanos, Marisa Monte, Lenine, Mônica Salmaso, Chico César, Zeca Baleiro, Vanessa da Mata, Seu Jorge, Planet Hemp, Zélia Duncan, Racionais MC's, Moska, O Rappa, Ana Carolina, Carlinhos Brown. Todas à custa de muita ralação -e, em alguns casos, a concessões ao banal.
Vedar o acesso do experimentalismo à mídia principal equivale a fechar os laboratórios que impulsionam o avanço das descobertas científicas e tecnológicas. O grande público precisa entrar em contato com propostas diferentes, aptas a abrir horizontes estéticos. Abaixo o tabu redutor que confina as classes menos favorecidas economicamente ao brega acachapante!
Boa parte da sofisticação da MPB foi erigida graças a luminares proletários, como o pedreiro Cartola, o PM Nelson Cavaquinho, o sanfoneiro da zona do meretrício Luiz Gonzaga, o padeiro Jackson do Pandeiro, o peão de obra João do Vale, o motorista da limpeza urbana Geraldo Pereira, o chofer de ambulância Moreira da Silva, a táxi-girl Elizeth Cardoso, a favelada Elza Soares, o apontador do jogo do bicho Zeca Pagodinho, a filha de porteiro Doris Monteiro.
Considerado um movimento elitista, que graças à abertura dos meios de comunicação na época espalhou-se pelo país e fecundou carreiras de gente como Edu Lobo, Chico Buarque, Elis Regina, Wilson Simonal e Jorge Ben, a bossa nova partiu da fusão do samba e o jazz, promovida pelo filho de empregada doméstica Alfredo José da Silva, o Johnny Alf. Outro filho de empregada doméstica, Milton Nascimento, fincou os alicerces do requintado –e também popular, não há incompatibilidade– Clube da Esquina. Fora com os preconceitos estéticos!
É lugar comum dizer-se que a MPB parou no tempo, vive de nostalgia. "Depois deles não apareceu mais ninguém", como cantou o sarcástico Belchior. Confunde-se a proibição implícita do acesso de artistas com propostas novas a mídia principal com o crepúsculo da chamada linha evolutiva, que pode seguir diversos caminhos, quase nunca cartesianos. Há uma pujante nova geração de artistas de sintaxes variadas em febril atividade em São Paulo, por exemplo.
Gente como os rappers Criolo e Emicida, explorando novas alternativas para o gênero; o núcleo Passo Torto (Rômulo Fróes, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e mais Juçara Marçal, Thiago França) de recentes discos com Elza Soares e Ná Ozzetti (ex-Grupo Rumo), e muito mais. Cantoras e/ou autoras como as emigradas Karina Buhr, Márcia Castro, Barbara Eugênia, e as locais Tulipa Ruiz, Céu, Tiê (raro caso de sucesso pela inclusão de sua versão, "A noite", na trilha da novela global "I love Paraisópolis"), Anelis Assumpção, Mariana Aydar, Ana Cañas, Fabiana Cozza, Luciana Alves, Ligiana Costa. Cantores/autores como Thiago Pethit, Gui Amabis, Tatá Aeroplano, Dudu Tsuda, Pélico, Renato Braz, os músicos/autores Chico Pinheiro, Marcelo Jeneci, o dublê de ensaísta Zé Miguel Wisnik, o gaúcho radicado Filipe Cato. E grupos nucleares como Cidadão Instigado, Instituto, Vespas Mandarinas, Filarmônica de Pasargada, e o desmembrado 5 a Seco.
No Rio, uma cena floresce a partir do renascimento da Lapa, das Orquestras Imperial e Voadora, não apenas em torno do samba e do choro (Teresa Cristina, Roberta Sá, Moyséis Marques, Rodrigo Maranhão, Edu Krieger, Alfredo del Penho, Marcos Sacramento, Grupo Semente, João Callado, Nina Becker, Sururu na Roda e Nilze Carvalho). Desvelam searas próprias também Thiago Amud, Edu Kneip, Letuce, Armando Lobo, Antonia Adnet, Suely Mesquita e o recém chegado Julião Pinheiro, filho de Luciana Rabello e Paulo César Pinheiro.
Isso sem contar a nova leva de instrumentistas virtuoses, despidos de pompa ou circunstância, de lá e cá, como Hamilton de Holanda (e seu dançarino Baile do Almeidinha), Yamandu Costa, Luis Barcellos, Bebê Kramer, Rogério Caetano, Luiz Filipe de Lima, André Mehmari, Quarteto Maogani, Toninho Ferragutti, Kassin, Domenico Lancellotti, Arismar e Thiago Espírito Santo, Zé Paulo Becker e o Trio Madeira Brasil, incluindo violeiros como Neymar Dias, Ivan Vilela e Paulo Freire. 
Por falta de espaço, cometo injustiças e peco por omissões, até porque há cenas robustas como essas em muitas outras capitais e cidades brasileiras. A pergunta é: por que frequentam apenas a compreensível pulverização dos sites, blogs e redes sociais da internet, e estão banidos da mídia central? Até quando "o Brazil desconhecerá o Brasil", como satirizavam Aldir Blanc e Mauricio Tapajós, em "Querelas do Brasil", já em 1978?
Artigo do UOL, acesso em 06/01/2016.

domingo, 3 de janeiro de 2016

O ano da falência

2015

O ano que passou foi muito importante em termos de cultura, o mundo está em plena mudança, há quem diga que estamos em uma revolução, mas que só perceberemos isso muito tempo depois, talvez daqui uns 30 anos, a grande mídia está decadente e falida moralmente, estivemos no estado do Paraná neste final de ano e constatamos o fechamento de mais um órgão da grande mídia - o Jornal de Londrina (JL), que tinha ligações com outros veículos de grande mídia do estado. O conservadorismo a que estão afundados os grandes canais de comunicação do país está levando todos eles à ruína, A fabricação de notícias e criação de artistas e música ruim com a desculpa de que é isso que o povo quer apenas para objetivar o lucro está levando todo mundo para o mesmo lugar, ou seja, para o abismo, não conseguem dentro de ânsia por poder e dinheiro fácil a visão de que estão indo em direção a uma total descrença por parte do público. Assim caminha a grande mídia, a passos largos para o fim. Jogam a culpa da falência na crise, mas a verdadeira culpada é a descrença crescente a que estão cada vez mais expostos por suas próprias ações.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

39° Mostra SP de cinema

De 22 de outubro a 4 de novembro, acontece a tradicional Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Durante duas semanas, serão exibidos 312 títulos de 62 países em 22 endereços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo exibições gratuitas e ao ar livre.

A seleção deste ano faz um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo, além das principais tendências, temáticas, narrativas e estéticas.

39ª Mostra Internacional de Cinema é composta por seis seções: Competição Novos Diretores - que exibe títulos de diretores que tenham realizado até dois longas (os mais bem votados pelo público serão vistos pelo Júri Internacional, que escolhe posteriormente os que vão receber o Troféu Bandeira Paulista); Perspectiva Internacional - que apresenta um panorama do recente cinema mundial; Retrospectiva - seção com clássicos e títulos de importantes diretores restaurados pela The Film Foundation; Homenagem - celebração ao centenário do diretor italiano Mario Monicelli, com exibição de cinco títulos restaurados; Apresentações Especiais - sessões em espaços alternativos ou de filmes que completam obra de diretores selecionados pelo evento; Mostra Brasil - títulos brasileiros inéditos em São Paulo. 



terça-feira, 20 de outubro de 2015

Circuito SP de Cultura

A prefeitura de São Paulo através da Secretaria Municipal de Cultura está promovendo em toda a cidade de São Paulo, o "Circuito SP de Cultura" com apresentações artísticas em vários equipamentos culturais como: Casas de Cultura, CEUs, Centro Cultural da Juventude - CCJ, Teatros Municipais, entre outros.
Artistas de renome como Zeca Baleiro, Chico César e Luiz Melodia, além de artistas locais como Ama Campos, Banda Mon Amour, grupos de RAP, samba, grupos teatrais e de dança se apresentarão no Circuito.
As apresentações acontecerão nos meses de outubro e novembro em praticamente todos os dias da semana são mais de 1500 shows, performances e peças teatrais.
Quem quiser assistir é só aparecer, pois todas as apresentações são gratuitas ao público.

Programação no link:

http://circuitospdecultura.prefeitura.sp.gov.br/